O doce e o amargo dos relacionamentos amorosos são explorados através de uma viagem por 500 dias da vida de Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt). Ele, um jovem formado em arquitetura que cria cartões comemorativos para sobreviver, é arrebatado pelo amor quando encontra Summer (Zooey Deschanel), a nova assistente de seu chefe, recém chegada de Michigan.

Tom é um idealista romântico que acredita que o mistério e o poder do amor são fruto do destino. De uma série de acasos orquestrados pelo universo. Ela, não. O arquiteto transforma Summer em sua musa intocável e passa a viver com mais alegria. Seu rendimento no trabalho melhora e ele se transporta para um novo mundo, onde todos sorriem e cantam nas ruas, com direito a passarinhos emprestados de cartoons. Tudo parece impecável, até o rompimento.

O que fazer quando a gente perde a pessoa que acreditamos ser o grande amor de toda a vida? É exatamente com isso que Tom tem que lidar quando leva um fora de Summer. O jovem conta com a ajuda dos amigos e dos conselhos da irmãzinha Rachel que, apesar dos 12 anos de idade, se mostra madura em relação aos assuntos do coração.

Os roteiristas Scott Neustadter e Michael Weber partiram das próprias experiências para compor a história de “500 Dias Com Ela”. A narrativa é construída de maneira não-linear. No vai-e-vem entre os altos e baixos dos 500 dias entre Tom e Summer. Os momentos mais engraçados são fruto do contraste entre o doce início e o amargo fim do relacionamento.

A trilha sonora, que ficou nas mãos da experiente Andréa Von Foerster (The OC e Grey’s Anatomy), se divide entre clássicos e músicas de novos artistas para expressar o amontoado de sentimentos que afloram na personagem de Joseph Gordon-Levitt (10 Coisas Que Eu Odeio em Você). As músicas vão de “The Smiths” a “Carla Bruni”, passando por “Black Lips” e “Wolfmother”.

“500 Dias Com Ela” não é o exemplo convencional de comédia romântica. O filme se diferencia ao retratar o amor com veracidade. Utiliza personagens comuns para mostrar como as pessoas lidam com seus sentimentos e relacionamentos, sem viagens com balões, canções românticas executadas em estádios lotados ou helicópteros que proporcionam uma chuva de rosas. Enfim, sem precisar apelar, para demonstrações de amor que mais parecem extraídas de um conto de fadas moderno, como a maioria das produções do gênero.

Algumas considerações sobre o amor:
1) Não importa se você tem 17 ou 70, um coração partido sempre vai render sensações terrivelmente dolorosas.
2) Esqueça tudo o que você ouvir ou ler sobre o amor, na hora do “vamos ver” não existe certo e errado. O amor sempre se manifesta das formas mais imprevisíveis.
3) Nada como o tempo e as mudanças de estações para carregar dores antigas e trazer novas delicias.
4) O amor pode ser cruel e difícil, mas, é de longe, a melhor coisa que pode acontecer na vida de alguém.
|