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exposições  
Brava Gente

Expressões de passageiros – do metrô, do ônibus e dos passantes das ruas de São Paulo – observadas por Tide Hellmeinster estão reunidas neste conjunto de 60 trabalhos: 58 pinturas e colagens acrílicas sobre papelão, da série Filhos de Deus, além de duas obras tridimensionais. Essa coleção de personagens nasceu quando o artista morava na Praça da Árvore, durante os percursos que fazia para ir trabalhar na região central da capital paulista. Depois, no estúdio, imaginava a vida de cada um e recortava, colava e pintava seus rostos – tristes, bondosos, malandros, egoístas, avaros, generosos, abatidos ou conformados –, criando pinturas absolutamente originais.
 
Tide Hellmeister, que entre uma ampla e notável produção como artista e designer gráfico ilustrou a coluna Diário da Corte de Paulo Francis,  faleceu em 2008, no início da concepção desta mostra, concretizada então pelos esforços do filho André e da curadora Claudia Lopes. Nesta série, a obra plástica, com a sua fatura inconfundível, é combinada com textos, também criados pelo artista, nos quais Elizabeth Lorenzotti  colaborou na redação. As histórias imaginadas por Hellmeister, que acompanham cada pintura, são carregadas do tom tragicômico da vida real. Pedro, Cornélio, Julio Prosa de Jesus, João Benjamin, Eli Regina e tantos outros personagens ganham imagem e biografia, com direito a datas de nascimento e morte.
 
Brava Gente, patrocinada pela Caixa Econômica Federal chega a São Paulo depois de passar pela Caixa Cultural Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. Aqui a mostra foi  ampliada e seis das histórias poderão ser ouvidas por meio de telefones antigos em ambientação especialmente criada para cada uma das vidas inventadas pelo artista. Em comum, esses pequenos cenários trazem o clima da casa/ateliê de Tide. O catálogo (grátis), com projeto gráfico de Cláudio Rocha e André Hellmeister, textos do próprio Tide, da curadora Claudia Lopes, do designer Chico Homem de Melo e do músico  Marcelo Coelho, traz 14 personagens e há um encarte interativo para cada um compor a sua própria capa.
 
Recortar, colar e pintar é a linguagem que constrói a obra polivalente de Hellmeister. “...cada colagem, pintura ou montagem parece ter sido feita no vórtice de um redemoinho mental e espacial que foi incorporando em seu trajeto, figuras, móveis, pedaços de paisagem, signos, letras...para compor um feitiço encantatório muitíssimo organizado e articulado no espaço plástico, sempre com ritmo, equilíbrio e acima de tudo coerência lírica”, escreve Carlos Soulié Franco do Amaral (Inquieta Colagem, Infolio Editorial). Na mesma publicação, o professor Chico Homem de Melo ressalta que, ao evocar uma herança barroca ao mesmo tempo em que faz conviver fragmentos  de várias épocas e lugares, o artista inscreve-se na cena contemporânea.

(Fonte: Pool de Comunicação)


 
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Brava Gente
(Caixa Cultural São Paulo)

· Entrada Franca
· até 28 de março

Ter. a Dom. | das 09 às 21h00

Praça da Sé, 111
Tel.: (11) 3321-4400

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