Vinte anos se passaram desde a estreia do cineasta norte-americano Steven Soderbergh nos cinemas. Em 1989 o filme “Sexo, Mentiras e Videotape” mostrava relações amorosas conturbadas, traições e depoimentos femininos sobre experiências sexuais gravados em vídeo. Agora com livre inspiração no filme que ficou conhecido por trazer uma nova linguagem para o cinema, a peça Play coloca mais uma vez a inovação da linguagem em foco, agora no teatro.
Com direção de Ivan Sugahara, o texto é assinado por Rodrigo Nogueira, que também atua no espetáculo ao lado de Maria Maya, Sérgio Marone e Daniela Galli. O cenário e os figurinos são assinados por Rui Cortez.
No palco, Ana (Daniela Galli), Carla (Maria Maya) e César (Rodrigo Nogueira) reproduzem o triângulo amoroso retratado no filme. César é casado com a reprimida Ana, mas trai a mulher com a sensual cunhada Carla. É quando chega Sérgio (Sérgio Marone), o amigo de César que vai desestabilizar as relações. Se no filme de Soderbergh, Jonas era um homem que gravava mulheres por não conseguir mais manter relações sexuais “ao vivo”, em Play, ele grava mulheres por ser um artista que está fazendo um projeto. Um projeto que se confunde com a realidade de cada um dos personagens.
Em cena, seis vídeos são exibidos num telão: duas atrizes desconhecidas, duas mulheres anônimas e as personagens Ana e Carla relatam momentos de intimidade que tiveram em suas vidas. No público, a dúvida: quais experiências são verdadeiras e quais não são?
A constante variação entre verdade e mentira cria um jogo instigante entre palco e platéia, entre teatro e realidade. Uma brincadeira (ou Play) na qual todos são jogadores, inclusive quem assiste.
(Fonte: Morente Forte Comunicação)
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