Devido ao sucesso da temporada anterior, o espetáculo TPM Katrina reestreia no Teatro Folha. Em sua nova temporada, os espectadores poderão compartilhar do ponto de vista dos homens sobre as intempéries femininas. O espetáculo é dirigido por Alexandre Reinecke, tem texto de Paulo Coronato, com colaboração de Flávia Garrafa e é interpretado pela dupla.
Os atores foram casados por sete anos e, após se separarem, voltam a ser um casal no palco, mostrando muita sintonia na montagem que aborda um relacionamento conjugal na visão masculina.
Sem que o marido consiga sequer abrir a boca, a peça aborda com muita ironia e humor as situações alucinantes vividas por um casal no pico da tensão pré-menstrual da esposa. Neste estado, ela consegue imaginar o seu relacionamento em situações absurdas e descabidas, descontando o efeito dos hormônios descompensados no marido.
A peça se passa na sala do casal. Enquanto a esposa sai para ajudar uma amiga em apuros, o marido resolve desfrutar de momentos de paz, com seu jornal, uísque e charuto. Mas ela volta de maneira intempestiva e resolve discutir a relação.
O diretor Alexandre Reinecke satiriza dizendo que “o melhor de tudo é que, apesar de ser uma peça sobre a visão masculina, o homem não fala nada”. Ele afirma que aceitou o convite para direção do espetáculo devido às bem sucedidas parcerias anteriores e à amizade que tem com os atores.
“O personagem masculino é um arquétipo de um ser oprimido por um verdadeiro tufão causado pela esposa. Sozinha e sem qualquer interferência externa, ela é capaz de inventar uma história complexa, se envolver e sair dela como se nada tivesse acontecido. Mas ela tem certeza de que está interagindo com o marido!”, brinca Paulo Coronato, autor e ator da peça.
“É uma visão machista da TPM, afinal homem não passa por isso, então pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é mesmo?”, rebate Flávia Garrafa, que vive a esposa alucinada, que fala sem parar. “Mas é por isso que fica tão engraçado. Há muitas peças sobre a visão feminina, faltava o ponto de vista deles. É teatral, exagerado e interessante para que as mulheres percebam como o homem se sente. Por muitas vezes, o teatro é uma arte esclarecedora”, conclui.
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